A designação dada à nossa região vinícola – Vinhos Verdes – é frequentemente dada a confusões e mal-entendidos. Com efeito, ainda há quem julgue que o termo ‘Verde’ fica a dever-se a um estilo ou tipo de vinho, ou mesmo à sua cor.
Os ‘Vinhos Verdes’, como convém dizer, correspondem, nada mais, nada menos, a uma Região Demarcada, estabelecida ainda no tempo da monarquia, mais concretamente no reinado de D. Carlos. O artigo 10º da Carta de Lei de 18 de Setembro de 1908 e, posteriormente, o artigo 19º do Decreto de 1 de Outubro do mesmo ano, determinam, com limites geográficos rigorosamente definidos, a criação e atribuição da demarcação de algumas regiões vitícolas no nosso país, entre as quais a dos Vinhos Verdes. A primeira divisão da região compreendeu cinco subdivisões; anos mais tarde, em 1926, subiu para 6 o número de sub-regiões, com o acréscimo de Penafiel. Atualmente são 9, a saber: Amarante, Ave, Baião, Basto, Cávado, Lima, Monção, Paiva e Sousa.

Dessa forma, a designação ‘Verdes’ resulta da região se apresentar, independentemente da estação do ano, sempre verde, com uma vegetação luxuriosa e exuberante, e não só! Voltaremos a este tema num próximo artigo.
Os seus limites geográficos compreendem, a norte, o rio Minho, fronteira entre Portugal e a Galiza (Espanha); a Sul, o rio Douro e as serras da Freita, Arada e Montemuro; a Este as cadeias montanhosas da Peneda, Gerês, Cabreira e Marão e, finalmente, a Oeste, o Oceano Atlântico. Tem cerca de 16 000 hectares de vinha e outros tantos viticultores. São 47 as castas autorizadas para a produção de Vinhos Verdes e 67 para a produção de Vinho Regional Minho. É frequente associar-se o Vinho Verde ao Minho, porém essa concordância é apenas parcial, uma vez que a região vinícola abarca uma superfície bem mais extensa, estendendo-se até para sul do Rio Douro.
Presente desde a primeira demarcação em 1908, está a sub-região de Basto. Contém uma particularidade que as distingue das demais: é composta por quatro concelhos, dois dos quais, Cabeceiras de Basto e Celorico de Basto, integrantes do distrito de Braga e, consequentemente, do Minho e, outros dois – Mondim de Basto e Ribeira de Pena – pertencentes ao distrito de Vila Real e a Trás-os-Montes. É a sub-região mais afastada do litoral, o que, juntamente com o facto de se encontrar rodeada de montanhas, a protege de grande parte dos ventos marítimos. É conhecida pelo seu clima rigoroso, frio e chuvoso no inverno, e seco e quente no verão, com os termómetros, a atingir, os trinta e muitos, ou mesmo, os quarenta graus centígrados. Por essa razão, é a sub-região ideal para as denominadas castas de maturação tardia, como o Azal e o Vinhão. Estas, juntamente com o Padeiro, completam a tríade das castas autóctones de Basto, que as fazemos por divulgar através da nossa gama Dom Diogo, nas referências Dom Diogo Azal, Dom Diogo Padeiro e Dom Diogo Vinhão.
A altitude média da região ronda os 200 metros, onde se destaca o cume do Monte Farinha, com os seus 937 metros de altitude máxima, encabeçado pelo mítico Santuário da Nossa Senhora da Graça. Ainda que, à semelhança de toda a região, os solos sejam maioritariamente graníticos, no que às vinhas da Quinta da Raza concerne, regista-se uma singular predominância de áreas xistosas e argilosas, com alguns filões de quartzo, que muito contribuem para a vivacidade, frescura e mineralidade dos vinhos que aqui produzimos.
Se está a planear as suas férias de verão ou alguma escapadinha de fim de semana, porque não considerar uma visita à nossa região? Aqui encontrará um pequeno paraíso, com cenários e paisagens de encantar e recantos maravilhosos das serras do Marão e do Alvão, onde não faltam trilhos, cascatas e praias fluviais; também não faltam monumentos antigos, como igrejas, pontes e castelos, anteriores até à fundação da nacionalidade. No seu planeamento, não se esqueça de incluir a Quinta da Raza; venha conhecer a nossa loja de vinhos ou reserve uma experiência de enoturismo. São tantas e tão diferentes! De certeza, que há-de encontrar alguma ao seu gosto. Não adie mais e venha visitar-nos! Estamos à sua espera!