Vinha dos Barros

A família da Quinta da Raza está maior desde o ano passado.  Foi em Fevereiro de 2025 que deu os primeiros passos a nossa nova vinha, designada de Vinha dos Barros. 4,5 ha de área com a nossa casta mais icónica e, porque não assumi-lo, a nossa favorita: a Azal.

Localizada bem perto da nossa adega, a Vinha dos Barros situa-se, em termos administrativos, na freguesia de Canedo de Basto, encostando à Vinha da Bouça Fria, onde despontam o Padeiro e o Espadeiro. Com uma altitude média de 250 metros, a nova vinha, situada num planalto, tem exposição a Sul (favorecendo a maturação das uvas devido a maior incidência da luz solar) e um ligeiro declive a Nascente.

Plantar uma vinha e obter os primeiros frutos, como saberão alguns, é uma acção demorada e que exige paciência e dedicação, pelo que teremos de esperar até 2028 pelas primeiras uvas e pelos primeiros vinhos com a Azal da Vinha dos Barros.

O nome ‘Barros’ poderá resultar da circunstância de o solo de origem granítica conter alguma argila ou, como também por vezes se diz, ser algo “barrento”. A estes dois constituintes – granito e argila – podemos acrescentar um terceiro, mais concretamente o xisto. De facto, estes elementos de argila e granito acabam por constituir elementos diferenciadores numa região em que tantas vezes se verifica quase uma omnipresença de granito. 

E porquê, poderão perguntar, esta aposta tão determinada na casta Azal? Ora, desde logo, por se tratar de uma casta autóctone de Basto, sendo aqui na nossa sub-região que se encontram as condições ideais, ao nível dos solos, mas sobretudo do clima, para expressar todo o seu potencial e qualidade. Na verdade, não podemos, nem devemos, renegar a nossa história e o papel basilar da Quinta da Raza na difusão da casta Azal, ou não tivesse sido aqui que se originou um dos primeiros monocastas desta variedade. Não obstante, continua a existir uma certa “marginalidade” ou, se preferirem, algum desconhecimento, por parte do público, desta uva que não atingiu ainda os níveis de notoriedade de outras, em parte, seguramente, pelo facto de ser recomendada em apenas três das nove sub-regiões: Basto, Amarante e Penafiel.  Por fim, e não menos importante, é a questão de a casta Azal, de acordo com o que se tem conseguido apurar, ter um comportamento adaptativo excelente às alterações climáticas.

Com efeito, que não restem dúvidas que as alterações climáticas constituem o maior e mais árduo desafio que os produtores de vinho terão de enfrentar nos próximos anos.  Na Quinta da Raza estamos bem conscientes desse cenário, ou não tivéssemos tido um papel pioneiro, no seio da Região dos Vinhos Verdes, na adopção de práticas de Sustentabilidade, como bem atesta a certificação Sustainable Winegrowing Portugal, obtida em 2023 e, entretanto, já renovada para os anos vindouros.

Se com esta apresentação da nova Vinha dos Barros ficou com vontade de revisitar a casta Azal ou, se for o caso, ainda não a conhecer, não desespere! Não precisa de aguardar pelas primeiras uvas da Vinha de Barros! Actualmente, são três os vinhos do nosso portefólio onde poderá familiarizar-se com esta uva tão singular:

  • Dom Diogo Azal – monocasta, onde a Azal melhor exprime as suas características, com aromas cítricos e de maça verde, num vinho conhecido pela sua frescura e elegância;
  • Raza Branco – em conjugação com o Arinto e com a Trajadura, conforma um lote equilibrado, harmonioso, recriando o estilo mais clássico dos Vinhos Verdes;
  • Quinta da Raza Family Collection 3ª Edição – lote multivintage da nossa referência mais destacada, onde, juntamente com o Alvarinho, Gouveio e Avesso, a Azal configura um vinho poderoso e envolvente, cujo passar do tempo e evolução em garrafa vem acrescentar qualidade e complexidade.

Vai um brinde com Azal?

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Para consultar os nossos vinhos deverá ter idade mínima legal em vigor para consumo de bebidas alcoólicas.
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